
Curso
PARA UMA VIVÊNCIA DO
PAGANISMO MÁGICO
com GILBERTO DE LASCARIZ
Próxima Sessão: 2 Junho, 15h-19h (Sáb.)
Inscrições Limitadas: casadofauno@gmail.com
2 Junho - Terceiro Encontro
A Via Pagã dos Ancestrais e a Iniciação Mágico-Pagã
A Via dos Ancestrais e a Sabedoria do Sangue. Diferentes tipos de Ancestrais na tradição pagã e sua sobrevivência em práticas de Dupla-Observância. A Encruzilhada e O Deus Guardião. A Deusa Tecelã do Destino. Como desenvolver relacionamentos cooperativos com os Ancestrais e o Deus Guardião. Para um conhecimento da Alma na perspectiva pagã. O que é a Iniciação Mágica. A Alma Tripla e o processo de Iniciação Mágica.
«A expressão Paganismo Mágico emergiu gradualmente na minha consciência ao longo dos últimos dez anos até se impor recentemente nos meus escritos e solilóquios face à triste constatação do grave superficialismo a que tinha chegado o chamado Neopaganismo. As minhas reflexões sobre este assunto haviam emergido a partir da constatação da constante fixação objectal, de cariz alienatório em vez de cariz despertador, que o mundo moderno tem tido em rituais neopagãos ready made em vez de se tornar uma preocupação em viver radicalmente o conteúdo, o interior e o despertar subsequente da consciência cósmica, como base do experimentalismo neopagão.
Esta minha constatação acabou por ganhar validade histórica face ao recente atestado fenómeno de saída em massa, nos últimos anos, de muitas pessoas envolvidas com o Neopaganismo, deslocando-se para práticas alternativas de fundo mais espiritual que conservam um veio pagão, como a Via Telémica.
A expressão Paganismo Mágico é cada vez mais necessária no vocabulário esotérico para distinguir uma perspectiva mágica, do interior e para o interior, face à perspectiva religiosa do neopaganismo centrado na crença e não na vivência espiritual, assim como num mimetismo exterior e formal, criado a partir de fora e suas múltiplas inventividades modernas. O recuo estatístico do Neopaganismo nos próprios países que lhes deram impulso, como a Inglaterra, não deixa de ser significativo: ele deve-se, como disse, ao facto de ele nada trazer de espiritual ao Eu, que sirva de reformulação e libertação do confinamento da nossa consciência moderna e cristã.
O que caracteriza o Paganismo Mágico é a “Consciência Pagã”. Num outro sentido, esse steineriano, seria a eclosão da clarividência atávica que definira o Paganismo Mágico. Só quem atingiu esse estado gnósico pode representar e transmitir os impulsos gnósicos do Passado Pagão e criar uma alternativa genuinamente pagã, intelectual e espiritual, no mundo moderno.
O Paganismo Mágico não é, assim, usando um termo gnóstico, para o hílico, para o homem e mulher que se contenta com a crença, mas para o psíquico, o que pretenda retomar a tradição iniciática pagã e vê-la emergir na sua própria carne-imaginal, através dos seus sentidos etéricos, e ressuscitar, posteriormente, como veículo epifânico dos Antigos Deuses. O Paganismo Mágico é uma Via Prometeica, de assunção do Fogo da Inspiração.
Ao longo de vários encontros mensais de quatro horas, separados por quarenta dias de trabalho mágico e um esforço de reformulação da consciência egotrópica dos participantes, seguindo as práticas recebidas em ágape, iremos tentar semear os impulsos de despertar dessa Consciência Pagã.»
10 Dezembro - Primeiro Encontro
As Três Vias Mágicas do Antigo Paganismo
Falaremos da consciência pagã e o que ela significa na perspectiva do Esoterismo e veremos, também, como essa supraconsciência está nos antípodas da consciência cristã e da consciência moderna.
Reflectiremos sobre múltiplos eixos rituais do Antigo Paganismo e suas derivações mistéricas: o agrário, o cinegético e o mortuário e o que elas significam no contexto das práticas esotéricas pagãs.
Tomaremos consciência das Três Forças Axiais do Paganismo Europeu e suas características: a força greco-romana; a força céltica; a força germânico-escandinava. Uma quarta força será motivo de reflexão, também: o impulso Mistérico Ibérico e suas raízes atlantes.
Tradição e Corrente serão também dois termos da praxis iniciática pagã, muitas vezes antitéticos, a ser tratados e veremos como se manifestavam no Paganismo e sobreviveram até hoje.
Descodificaremos as diferenças entre Paganismo e Bruxaria. Meditaremos sobre os Três Impulsos Pagãos na Europa representados pelo Urso, o Touro e o Veado.
Tomaremos consciência da importância, por um lado, dos ritos de iniciação ao mundo subterrâneo e, por outro, dos ritos de iniciação sob a tutela das Forças da Natureza Selvagem e Indomesticada.
Ao longo de todo o trabalho teremos múltiplos exercícios meditativos e rituais – um não pode ser cindido do outro – e receberão um Rito de Alinhamento com a Corrente Céltica, que tutela desde os anos 30 do século passado, entre os meios britânicos de trabalho mágico de cariz pagão.
11 Fevereiro - Segundo Encontro
O Círculo e o Santuário no Paganismo Mágico
Conversaremos sobre os diferentes modelos de santuários pagãos da Antiguidade Pagã e a importância do círculo mágico.
Conheceremos vários mapas cosmológicos usados na Antiguidade Pagã desde a Irlanda à Germânia como modelos de mapeamento do Mundo Suprasensível.
Compararemos os mapas arcaicos do mundo espiritual propostos pelo Paganismo com os vários mapas da psique criados no século XX e reflectiremos sobre a forma de abordar ambos na perspectiva esotérica.
Meditaremos sobre os quatro mundos que partem do círculo e seu centro e sobre a tradição das quatro armas elementais e a sua genealogia nas tradições céltico-irlandesas.
Valor: 20 € / sessão.
Inscrições: casadofauno@gmail.com